segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A gente se perde por aqui!


Há alguns anos, a televisão era motivo de grande balbúrdia e debates no meio evangélico, existiam os radicais que diziam que evangélicos não podiam ter televisão em suas casas nem mesmo assistir em outros locais, diziam que este aparelho não era de Deus. Davam até apelidos à TV, como caixa do diabo, tele leão, telinha de satanás entre outros. O cristão que tivesse televisão em casa ou assistisse em outro lugar era disciplinado na igreja sem piedade alguma, e infelizmente isso levou muitos a se afastarem das igrejas e outros tantos a não aceitarem a Cristo com medo de ter que ficar o resto da vida sem poder assistir sequer a um telejornal.
Também existiam aqueles que diziam que tudo isso era bobagem, que sabendo usar, as pessoas podiam fazer bom uso da televisão, estes, porém eram criticados por aqueles, que os chamavam de mundanos e rebeldes, pois tendo aparelhos de televisão em casa se diziam cristãos e tinham coragem de participar da Santa Ceia do Senhor.
Talvez essa velha polêmica não pareça tão velha assim, pois ainda em nossos dias vemos igrejas e cristãos se engalfinharem por causa da telinha, mas isso acontece com bem menos freqüência do que há alguns anos atrás. Hoje já é consenso entre quase todos os cristãos que se pode fazer bom uso da TV, apenas uma minoria fundamentalista pensa diferente.
Mas o que tem preocupado pastores e lideres não é o poder ou não poder assistir televisão, pois sabemos que a televisão não foi criada pelo diabo e nem tampouco é dele. Quando o cristão é prudente, este consegue fazer bom uso da TV. O que tem nos preocupado é exatamente esta falta de prudência.
Muitas pessoas acham que escolher e controlar o que estão assistindo é coisa de crente fanático, e por isso assistem indiscriminadamente a tudo o que passa na televisão sem ao menos parar para avaliar se aquela programação é realmente adequada para que um cristão possa estar assistindo. Embora a TV não seja do diabo, ele na maioria das vezes controla quem faz as programações mais assistidas no nosso país. Prova disso é a péssima qualidade dos programas que são exibidos nas emissoras líderes de audiência. Tais programas não têm o mínimo respeito e comprometimento com as famílias brasileiras que lhes dão audiência, inclusive famílias evangélicas.
Hoje o que realmente importa na hora de criar um programa de televisão é a audiência que esse programa vai alcançar, nenhum diretor de televisão pensa nas famílias que estão reunidas assistindo aquele programa, principalmente as crianças. Quantas barbaridades passam nas emissoras de TV em plena luz do dia e infelizmente muitas pessoas são influenciadas por esses dejetos de cultura de baixo nível.
Infelizmente muitos cristãos criticam e acham cafona e radical as mensagens ou os pregadores que advertem acerca do mau uso da TV, não conseguem observar com seus próprios olhos que a TV prejudica lhes. Gostaria de reafirmar que o crente não está proibido de assistir televisão ou que isto seja pecado. O que quero dizer é que o cristão deve ser cauteloso na hora de escolher os programas que vai assistir. Poucas emissoras de TV têm compromisso de veicularem uma programação de qualidade, que promova edificação e aprendizado ao telespectador.
Um gênero televisivo que tem predominado no Brasil, embora seja velho é a telenovela, que muitas pessoas gostam de acompanharem, nos últimos tempos as telenovelas tornaram se o principal veículo para a propagação de valores antifamiliares, apesar de ser o programa preferido das famílias brasileiras. As grandes produtoras de telenovelas descobriram nesse gênero um aliado para introduzirem dentro dos lares brasileiros idéias, conceitos e práticas antifamiliares e acima de tudo antibíblicas, como homossexualismo por exemplo. Atualmente uma telenovela que tenha um personagem homossexual é parabenizada e considerada aliada na luta contra o preconceito a essa classe, porém, uma coisa é desestimular o preconceito, outra diferente é estimular a prática do homossexualismo. Essas emissoras tentam passar uma imagem de aliadas na luta contra as práticas preconceituosas e discriminatórias quando na verdade não o são, pois elas mesmas contribuem para o preconceito contra as religiões, principalmente a evangélica.
Recentemente uma novela de uma grande emissora brasileira, fez sucesso ao colocar no ar um estranho relacionamento amoroso onde três personagens, dois do mesmo sexo, viviam juntos formando um bizarro relacionamento. Isso a emissora defendia como sendo um incentivo à tolerância e respeito aos homossexuais. Mas na mesma novela, existia um núcleo que interpretavam um grupo de evangélicos, atitude que recebeu aplausos até de igrejas, pois nunca acontecera algo semelhante na TV brasileira, mas poucas pessoas perceberam que na realidade estavam eram ironizando os evangélicos, os personagens usavam excessos de “glória a Deus” e ‘aleluia”, uma personagem representava uma evangélica fofoqueira e intolerante.
As telenovelas investem e incentiva a destruição e banalização de valores familiares, como o casamento. Há alguns meses na novela “A Favorita”, exibida na Rede Globo, a personagem vivida por Lília Cabral, quando pedida em casamento pelo personagem interpretado por Alexandre Nero, recusou o pedido alegando que queria ser “livre” experimentar coisas novas, insinuando que o casamento prendia as pessoas e talvez impedisse as de viver novos relacionamentos.
Talvez você pense: “Que artigo antiquado e conservador”, talvez você não tenha percebido como a TV influencia-nos negativamente. Você pode observar com seus próprios olhos, a grande maioria das novelas começa com determinados pares românticos, mais durante a trama às vezes é quase impossível contar quantas vezes esses casais largam, voltam e principalmente, envolvem se com outros personagens. E para o telespectador isso tudo é normal, às vezes até para nós que somos cristãos, quantas vezes acompanhando uma novela não torcemos para que determinados personagens que deixaram suas famílias fiquem juntos. -“Mas o que há de mal nisso?” Você pergunta. E eu te respondo com outra pergunta: - O que há de bom nisso?
A televisão é ainda mais combatida nos meios acadêmicos do que nos religiosos, pois os estudiosos conseguem perceber o mal gosto e a baixa qualidade da maioria dos programas exibidos diariamente pelas grandes e médias emissoras em nosso país. Infelizmente essas programações interferem negativamente na educação das nossas crianças. Veja o que diz uma especialista no assunto:
“Estudos mostram que crianças que vão melhor na escola têm famílias que limitam seu tempo na frente da TV e são mais rigorosas quanto à seleção da programação assistida. Crianças menores ainda não distinguem ficção de realidade, ficando expostas a imagens que podem ser traumáticas ou assustadoras. Sempre que possível, assista à TV juntamente com as crianças, e converse com elas a respeito do conteúdo e da qualidade do que estão vendo” (BATISTA).
Estar atentos ao que nossos filhos assistem e também ao que nós assistimos não é somente uma prática radical de crentes fundamentalistas, é sobretudo sermos cautelosos com as mentiras e depravações que entram via satélite nos nossos lares.

Referência Bibliográfica

BATISTA, Cleide Vítor Mussini. Educação da criança de 0 a 2 anos. In: Curso Superior de Pedagogia: Módulo III. Londrina, UNOPAR, 2007.

Um comentário:

Unknown disse...

Infelizmente nem todos percebem o papel persuasivo que a TV exerce na formação de carater do indivíduo.Observamos isso quando vamos analisar a cultura de um povo, o que este povo pensa e como age na sua realidade sócio-cultural. Encontramos pessoas que não conseguem se posicionar frente a nenhuma questão social, pois passaram a maior parte do tempo presas a entretenimentos sem nenhuma qualidade, pessoas que foram a vida toda vítimas de um sistema capitalista, que tem o único intuíto de destruir valores cristãos e familiares que tanto lutamos para continuar existindo e que estamos vendo serem extintos pela mídia de forma inescrupulosa.